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quarta-feira, 10 de março de 2010

[Alto-Giro] O sofrimento de um pai



Meu filho está na UTI.

Abriu-se um buraco em seu coração



Isso aconteceu depois que fui pego repentinamente por uma enchente relâmpago.
A fatalidade aconteceu na Vila Olímpia, no cruzamento entre a Av. Nova Cidade e Rua Alvorada.
O trânsito estava carregado, e a água começou a subir. Foi um evento inevitável para todos os pobres motoristas presos naquele local.

Quando um ônibus atravessou a água, levantou se uma onda que subiu o capô do meu carro. Não tive a reação de desligar. Também ninguém dos que estavam ali pensaram em desligar o carro. Todos estavam atônitos, tentando se salvar daquela situação.



Como puderam ver, a água entrou pela entrada de ar e deu calço hidráulico.
Às vezes eu via na televisão e não entendia como que pessoas perdiam seu carros em enchentes. Agora entendo. É inevitável. A água chega até você. Não tem escapatória.

Entre o momento que eu estava ouvindo meu som tranquilamente, dentro de uma chuva forte, até eu abandonar o veículo com a água na altura da roda, foram somente cerca de 15 minutos.
Abandonei-o depois que começou a entrar água no carro, e fiquei num bar na esquina, só assistindo o desastre.





Agora está sendo reparado. Meu seguro cobriu tudo, mediante o pagamento de uma franquia bem onerosa para um engenheiro em início de carreira.

Pra qualquer pessoa, ficar sem seu carro é um incômodo enorme. Altera-se toda a rotina, criam-se pertubações outrora inexistentes. Mas para alguém apaixonado por carros, isso é simplesmente de cortar o coração. Tenho certeza que muitos aqui entendem o que eu digo!

Em sua homenagem, coloco duas fotos de quando meu filho estava perfeitamente saudável





-Xineis