
Depois de uma pequena pausa, o Alto-Giro volta a publicar avistamentos de carros realmente especiais. O deste post em particular deve causar uma boa nostalgia nos admiradores de carros nascidos na década de 80. Sim, pois o Bugatti EB 110 era um dos carros mais exclusivos da nossa infância/adolescência. E agora, mais uma vez graças a nossos amigos da
Platinuss, está aqui no Alto-Giro Blog, para o deleite de todos.

Se hoje Bugatti é sinônimo de Veyron, nem sempre foi assim. A montadora, criada no início do século passado, tem rica tradição em corridas, incluindo um ano na F1. Muitos de seus modelos clássicos (vale a pena dar uma olhadinha no ultravencedor
Type 35) atingem ainda hoje, em leilões especiais, valores altíssimos, mantendo parte da aura de exclusividade e velocidade de quando foram lançados. E pode-se dizer que a Volkswagen, retentora dos direitos da marca desde 1998, fez questão de trazer essas características de volta no Veyron. Mas antes mesmo de os alemães entrarem em cena, outro modelo honrou a tradição do nome de Ettori Bugatti: o EB 110.
Apesar de não custar mais de 1 milhão de euros, o EB 110 GT (o original) tinha um V12 "de F1" , com apenas 3.5 L de deslocamento (ou menos de 300 mL por cilindro - a título de curiosidade, um 2.0 comum tem 500 mL por cilindro),
quadriturbo - neste quesito, empata com seu irmão Veyron. Essa verdadeira usina de força gerava 550 cv, o que resultava numa aceleração de 0-100 km/h em 3.4 s e velocidade máxima de 343 km/h. Números absolutamente espetaculares à época, e ainda impressionantes hoje.

Mas o quesito técnico em que o EB 110 mais se destacava ficava escondido aos olhos: seu chassi. Feito em fibra de carbono, era construído pela empresa Aerospatiale, acostumada a fabricar...
aviões! Nada mais apropriado para um carro que voava nas pistas, não? (Desculpem, não resisti ao clichê! Hehehe...)
Aparentemente, a versão GT não era suficientemente impressionante para os engenheiros da Bugatti, que, pouco tempo depois de seu lançamento, apresentaram o EB 110 SS, com 600 cv, 0-100 km/h em 3.2 s e 348 km/h de velocidade máxima. Dava pra querer mais?
A curiosidade em relação ao modelo das fotos, é que ele nasceu como um EB 110 GT e foi transformado num SS. Tudo feito de forma tão caprichosa que foi reconhecido como um autêntico SS pela própria Bugatti, como pode-se ver em sua plaqueta de identificação.

Na conversão, o modelo original também recebeu essa linda pintura em "azul Bugatti" (também mencionada na plaqueta), certamente a cor de maior identificação com a marca.
Adicionalmente, a asa traseira móvel da versão GT foi substituída pelo aerofólio fixo do SS.

O resultado é absolutamente impressionante, e consegue chamar muito a atenção mesmo rodeado por superesportivos atuais do calibre do Zonda.
Fiquem com mais algumas fotos:
Reparem no detalhe da tomada de ar!
Portas "tesoura" - um dos mecanismo mais legais de se ver funcionando!
Interior: datado, um pouco exagerado nos painéis em fibra de carbono, mas completo em instrumentos.Pra finalizar, uma visão do Paraíso (também conhecido como ambiente de trabalho da Platinuss):

Fiquem ligados: em breve, mais um post especial, sobre a Diablo vermelha da foto acima!