Este é o terceiro post dessa sequência, e publico hoje mais algumas fotos do legítimo street-badge-engineering, tentativas patéticas dos proprietários de fazer seu carro aparentar ser melhor do que realmente é. Estas são algumas fotos que tirei em um curto espaço de tempo, e tenho certeza que muitos de vocês têm milhares de casos semelhantes para compartilhar.
O dono deste Ecosport com complexo de inferioridade acha que colocar o adesivo "V6" da Ranger o colocará a par de outros SUV compactos como o Tiguan 2.0T ou o Freelander I6.
O dono deste Jetta inventou um motor novo para o seu Volkswagen. Não é nem o 5 cilindros 2.5 normal, nem o 2.0T do Jetta GLI. Deve ser vergonhoso acelerar esse "2.5T" do lado de um Golf GTI e ver o mero "1.8T" dele o deixando para trás...
Este é outro proprietário que também deve ter se cansado de apanhar de Golf GTI, e achou que colocar o símbolo de "TURBO" na sua traseira de seu C4 VTR vá fazer alguma diferença...
Até consigo entender essa frustração... esse C4 tem uma carroceria um tanto esportiva, e têm até uma sigla esportiva (VTR). Só não tem um motor adequado que corresponda às expectativas visuais.
Já este Peugeot foi o
badge-engineering mais low-cost que eu já vi!
Pra tentar tirar seu 206 da condição miserável de carro 1.0, que muitos consideram ser a classe mais vergonhosa dos carros no Brasil, seu dono resolveu trocar a sigla de "1.0" por um "1.6".
Tal atitude já seria tosca, não fosse o fato dele ter retirado o número "6" da própria sigla do seu 206!!
Este Fiat Punto foi caracterizado como um Abarth.. bom, todos sabemos que nem um T-Jet ele é..!
Já as duas fotos abaixo, foram dos outros dois posts que o Alto-Giro publicou anteriormente. O BMW foi clicado na California, o que se vê que esse tipo de tosquice não acontece só aqui.
Já o "Jaguar" abaixo foi o caso mais ridículo que eu já vi. Fotografado em São Paulo, é um Mazda 929 grosseiramente caracterizado como um Jaguar XJS - que nem sedã é!! Com direito ao leaping cat no capô e tudo! Clique na imagem para ver o post.
A tosquice não conhece barreiras sociais, étnicas ou geográficas. Esse tipo de atitude reflete a necessidade dos proprietários em ascender de alguma maneira pela melhor "qualificação" do seu veículo.
Alguem comprar um determinado modelo de veículo baseado só no que as outras pessoas pensam é o maior sinônimo de mal-gosto. Trocar os símbolos e emblemas desse jeito, é o mal-gosto fracassado.
- Xineis