Isso mesmo, um dos carros mais exclusivos DO MUNDO, está lá na vitrine, reluzindo para os motoristas e transeuntes que circulam pela Av. Europa, na capital paulista. Só um carro desse naipe pode usar uma cor dessas (amarelo-ovo) e não parecer ridículo. Aliás, por incrível que pareça, a cor é o que menos chama a atenção! (Isto é, se você é um fã de carros detalhista; caso contrário, favor ignorar a última afirmação, hehe)
Imediatamente reparo nas peças com padronagem de fibra de carbono, que dão um contraste bem legal com o amarelo base. É o caso do spoiler dianteiro, das saias laterais, das molduras dos faróis e colunas, retrovisores e do formidável aerofólio traseiro bipartido. Na traseira, aliás, é onde fica um dos (muitos) destaques do supercarro: os quatro canos de escape, agrupados dentro de um grande círculo central. Nas extremidades, ficam as lanternas circulares, tradicionais nos esportivos, mas em configuração nada ortodoxa: dispostas de forma diagonal.
A frente do carro não deixa pra menos, com faróis de elementos circulares e individuais, não muito diferentes daqueles usados em protótipos com camuflagem pesada, mas com um resultado final muito bom. O pequeno bico afilado no centro remete aos bólidos da Fórmula 1, assim como o spoiler dianteiro.

O perfil, típico dos supercarros com motor central-traseiro, leva a configuração "cabine avançada + traseira alongada" a novos extremos. Basta comparar com o Gallardo ao lado. A linha de teto do Zonda acaba
antes do motor, ao contrário de outros supercarros, que privilegiam uma linha descendente até a traseira. O certo é que o resultado confere um caráter único ao Pagani, deixando-o muito fácil de ser identificado (como se fosse difícil, haha!). Também dignos de menção são o teto de vidro, que garante um ambiente muito agradável à cabine, e as muitíssimo bem trabalhadas rodas aro 20 de desenho único.


Por fim, o exterior brinda os amantes do automobilismo com uma cobretura transparente sobre o compartimento do espetacular motor Mercedes-AMG 7.3 V12. Usado numa série extremamente exclusiva do SL (a 73 AMG), a unidade continuou sendo fabricada exclusivamente para a Pagani. Sendo um privilegiado que já ouviu esse motor, nos meus tempos de AMG, eu posso garantir: é uma experiência espiritual!!
(Abrindo um parêntese, a história por trás da motorização do Zonda remete à letra F do seu nome. O argentino Horacio Pagani, o idealizador do supercarro, tinha boas relações com um dos maiores campeões da F-1, Juan Manuel Fangio, que, por sua vez, era muito bem relacionado com a Mercedes.)
Passando agora ao interior: sim, é o famigerado couro de avestruz que marca presença no volante, na coifa do câmbio, nos assentos e em outras partes. Preciso admitir que estranhei os detalhes de madeira, não exatamente bem inseridos em meio à fibra de carbono e o couro peculiar, mas a verdade é que o comprador pode escolher o que quiser para a cabine. Provavelmente, pagando o suficiente, deve ser possível banhar as peças a ouro. (Se você é de Abu Dhabi e está lendo isto, NÃO É uma sugestão séria)

Embora bem trabalhado, com peças em alumínio, couro e fibra de carbono, o interior não chega ao nível do Spyker C8 (aguardem, em breve um post dedicado a ele). Mas essa certamente não é a característica mais importante para os clientes da Pagani. Infelizmente, nossa pequena "avaliação" acaba por aqui, sem podermos testar o maior chamativo dessa obra-prima sobre quatro rodas: sua performance nas pistas. Mas isso não vai durar muito, já que o Alto-Giro blog acabou de encomendar uma unidade do exclusivíssimo Zonda Cinque na Platinuss…
NOOOOOT!
Se no futebol o Brasil tem levado grande vantagem sobre nossos hermanos, quando se comparam esportivos "nacionais", a Argentina nos deixa comendo poeira. Embora seja louvável ver iniciativas como as do Lobini H1, é, no mínimo, triste tentar compará-lo com o Zonda.
Brincadeiras à parte, nós, da equipe Alto-Giro, só temos a agradecer ao pessoal da Platinuss, que nos recebeu extremamente bem. O que me deixa feliz é saber que são em parte como nós, entusiastas automotivos, trabalhando com os nossos sonhos. Reitero que continuamos abertos a convites desse tipo -não hesitem em nos contatar, hahaha!!

Mas, deixando a (parca) imparcialidade de lado: o Zonda é um dos meus carros preferidos dentre todos os superesportivos (assim como dos outros caras do Alto-Giro). Além de ser extravagante, espetacular e chamativo, características que todos exóticos deveriam buscar, tem uma mecânica exemplar, com um brutal V12 AMG de mais de 7 litros. Mais de 7 litros! Bugatti e Viper à parte (carros que certamente apanham do Zonda numa pista travada), é um dos maiores motores da atualidade, esbanjando força. E embalado numa carroceria que é um verdadeiro colírio. Mas o meu eu pego em outra cor, faz favor. O amarelo está reservado para uma das minhas futuras Ferraris, naturalmente. ;-)
Aguardem, nas cenas dos próximos capítulos: Lamborghini Gallardo Valentino Balboni e Superleggera, Spyker C8 Laviolette e Aston Martin V8 Vantage Lagonda!
Alguns dados técnicos do brinquedinho:
- Motor 7.3 L V12 AMG - 650 cv - 77 kgfm
- Caixa manual de 6 marchas
- 1.230 kg
- Preço: em torno de R$ 4 milhões
Veja todos os outros posts dessa seqüência:
- Teaser
-WS
Equipe Alto-Giro