segunda-feira, 22 de fevereiro de 2010

[Alto-Giro] Bugatti EB 110 SS


EB 110 SS


Depois de uma pequena pausa, o Alto-Giro volta a publicar avistamentos de carros realmente especiais. O deste post em particular deve causar uma boa nostalgia nos admiradores de carros nascidos na década de 80. Sim, pois o Bugatti EB 110 era um dos carros mais exclusivos da nossa infância/adolescência. E agora, mais uma vez graças a nossos amigos da Platinuss, está aqui no Alto-Giro Blog, para o deleite de todos.


Se hoje Bugatti é sinônimo de Veyron, nem sempre foi assim. A montadora, criada no início do século passado, tem rica tradição em corridas, incluindo um ano na F1. Muitos de seus modelos clássicos (vale a pena dar uma olhadinha no ultravencedor Type 35) atingem ainda hoje, em leilões especiais, valores altíssimos, mantendo parte da aura de exclusividade e velocidade de quando foram lançados. E pode-se dizer que a Volkswagen, retentora dos direitos da marca desde 1998, fez questão de trazer essas características de volta no Veyron. Mas antes mesmo de os alemães entrarem em cena, outro modelo honrou a tradição do nome de Ettori Bugatti: o EB 110.

Apesar de não custar mais de 1 milhão de euros, o EB 110 GT (o original) tinha um V12 "de F1" , com apenas 3.5 L de deslocamento (ou menos de 300 mL por cilindro - a título de curiosidade, um 2.0 comum tem 500 mL por cilindro), quadriturbo - neste quesito, empata com seu irmão Veyron. Essa verdadeira usina de força gerava 550 cv, o que resultava numa aceleração de 0-100 km/h em 3.4 s e velocidade máxima de 343 km/h. Números absolutamente espetaculares à época, e ainda impressionantes hoje.


Mas o quesito técnico em que o EB 110 mais se destacava ficava escondido aos olhos: seu chassi. Feito em fibra de carbono, era construído pela empresa Aerospatiale, acostumada a fabricar... aviões! Nada mais apropriado para um carro que voava nas pistas, não? (Desculpem, não resisti ao clichê! Hehehe...)

Aparentemente, a versão GT não era suficientemente impressionante para os engenheiros da Bugatti, que, pouco tempo depois de seu lançamento, apresentaram o EB 110 SS, com 600 cv, 0-100 km/h em 3.2 s e 348 km/h de velocidade máxima. Dava pra querer mais?

A curiosidade em relação ao modelo das fotos, é que ele nasceu como um EB 110 GT e foi transformado num SS. Tudo feito de forma tão caprichosa que foi reconhecido como um autêntico SS pela própria Bugatti, como pode-se ver em sua plaqueta de identificação.


Na conversão, o modelo original também recebeu essa linda pintura em "azul Bugatti" (também mencionada na plaqueta), certamente a cor de maior identificação com a marca.

Adicionalmente, a asa traseira móvel da versão GT foi substituída pelo aerofólio fixo do SS.


O resultado é absolutamente impressionante, e consegue chamar muito a atenção mesmo rodeado por superesportivos atuais do calibre do Zonda.

Fiquem com mais algumas fotos:

Reparem no detalhe da tomada de ar!


Portas "tesoura" - um dos mecanismo mais legais de se ver funcionando!


Interior: datado, um pouco exagerado nos painéis em fibra de carbono, mas completo em instrumentos.


Pra finalizar, uma visão do Paraíso (também conhecido como ambiente de trabalho da Platinuss):


Fiquem ligados: em breve, mais um post especial, sobre a Diablo vermelha da foto acima!


-WS
Equipe Alto-Giro

Fonte: Wikipédia

5 comentários:

  1. espetacular o Bugatti EB110!

    Antes de tudo, parabéns pelo post, traduziu bem o sentimento que todos tivemos ao estar do lado de um sonho de infância!

    Estar ao lado de um EB110 era algo impensável. Era o típico carro que só víamos em revistas, jogos de computador e um ou outro documentário na televisão!

    Hoje em dia com a propagação da internet, temos acesso a um banco de dados de qualquer coisa no mundo... mas estar ao lado de um Bugatti continuou a ser impensável!

    Parabéns à Platinuss também, por expor essa relíquia em seu showroom, e realizar o sonho dos que o visitam!

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  2. é engraçado ver o contraste da qualidade do interior dos anos 80/90. Apesar de ser um dos carros mais caros do mundo em sua época, seu interior hoje tem um aspecto infeior a carros baratos de hoje em dia!

    Não que eu esteja criticando! Pelo contrário, interiores de superesportivos assim me trazem um pouco de nostalgia.

    Ver sua porta abrindo foi um privilégio! Só tinha visto isso antes em miniaturas! =)

    A conversão de EB110 GT para SS ficou absolutamente perfeita!

    O reconhecimento pela própria bugatti atesta o serviço.

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  3. detalhe do painel: o velocímetro marca até... 400 km/h

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  4. ANIMAL!
    parabens ao post, Wilsao
    bem escrito, com mtos detalhes.


    só faltou dizer que a cor original era prata, certo??

    valeu por me cobrir nesse post..hehehe

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  5. Eu me lembro que a equivalente italiana à CBF daria um desses ao melhor jogador da Itália, caso ela fosse campeã sobre o Brasil na final de 1994. Depois do que o Baggio fez, provavelmente o equivalente italiano ao Ricardo Teixeira gostaria de tê-lo atropelado com um desses.

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